quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Cigarro Eletrônico




O que é?

Um cigarro eletrônico não é nada além de um dispositivo eletrônico que tenta imitar, em forma e função, um cigarro comum. Para isso, o aparelho é dividido em três partes principais: cartucho (filtro), parte eletrônica e bateria. Além disso, muitos modelos ainda oferecem uma luz na ponta, simulando a brasa.

Há fabricantes que afirmam que ele é criado para diminuir o vício de algumas pessoas, pois a dose de nicotina pode ser diminuída com o decorrer do tempo.  Existem vários estudos que mostram que uma porcentagem dos fumantes fuma por hábito, não por vício. E é com base nesses estudos que os produtores de e-cigarette se baseiam para vender os produtos.


Muitos afirmam também que os cigarros eletrônicos são apenas recreativos, pois a quantidade de nicotina utilizada nos cartuchos é menor do que o necessário para viciar uma pessoa. A verdade é que não existem padrões na fabricação deles, por isso não se pode afirmar exatamente se o aparelho é nocivo ou não (o que se sabe é que alguns cartuchos possuem nicotina em altos volumes, sendo eles prejudiciais).



Segundo a Dra. Roseni Teresinha Florencio (pneumologista com consultório em Curitiba), “o cigarro eletrônico é um dispositivo que permite ao seu usuário inalar vapor de substâncias que, a princípio, podem ou não conter nicotina.”. Ela diz ainda que eles “podem causar dependência da mesma forma que o cigarro comum o faz”.

Proibição no Brasil

Em agosto de 2009, a Anvisa proibiu a comercialização de cigarros eletrônicos em todo o território nacional. O texto publicado no diário oficial da União, no dia 28 de agosto daquele ano, diz que estão banidas a comercialização, distribuição, propaganda e importação de qualquer cigarro eletrônico ou variante que alegue ser substituto do cigarro comum.

A Agência afirma que, além das substâncias cancerígenas dos cigarros, os e-cigarettes ainda possuem outros elementos ainda mais nocivos à saúde (nitrosamina e dietilenoglicol). Já a OMS diz que não há provas de que eles sejam realmente saudáveis (como afirmam os fabricantes).

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