quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ela.

Abafou a dor por anos, consentiu provocações, camuflou as perdas e os danos em sua alma.
Ela se tornou uma boba, e fizeram dela um ser sem personalidade, ela permitiu que a amaldiçoassem, e sei que a odiaram em pensamentos...pura inveja!
Ela só queria gritar alto e estridente, quantas vezes ela sentiu um desejo incontrolável de gritar!!! o seu grito seria tão terrível que a faria explodir em cacos minúsculos...
Ela foi durante anos amordaçada e todas as suas frases e argumentos eram ridículos...
Ela foi julgada, condenada, pelo simples fato de não poder ser ela.
Ela se libertou, sofreu, chorou, se humilhou e sobreviveu, acompanhou os naufrágios de algumas embarcações que pareciam tão seguras...
Ela acredita que nada é ´perfeito, acredita em Deus que a cuida dia a dia, e que comovido por seus pesares, libertou-a.
Agora, o que antes eram feridas, tornaram-se feias cicatrizes, que a duras penas, ela esconde e preserva. a dor se encontra amenizada, calada.
Ela sabe que toda essa dor, esse estrago, têm seus provocadores, e por isso costuma manter-se longe, para que nenhum olhos nos olhos de seus carrascos faça sentir novamente as mesmas frustrações.

Ela é alguem que admiro, e hoje amo, aprendi a amar...
Ela hoje pode ser realmente ela!

Ela sou eu.

                                                   Lúciah.

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