quinta-feira, 28 de julho de 2011

Almas amigas....



Passeava entre túmulos, e lia com curiosidade
os nomes em suas lápides, apreciava fotos antigas,
e as novas me deixavam surpresa, de certa forma triste.
Deveria ter uns oito ou nove anos, não sei, mais gostava.
Minha vó que era espírita, acendia umas velas no cruzeiro das almas ( Uma enorme cruz branca, localizada no centro do
cemitério).
Foi ela que me ensinou a não ter medo e me mostrou a realidade da vida, e eu gostava.
Não faria o mesmo com um filho, neto, com criança nenhuma,
mais minha vó agia com tanta normalidade que se tornara incondenável, até pq a essas alturas eu já pedia para ir, pq gostava mesmoo...
Pode parecer estranho, cruel, anormal, bizarro....mais era
natural, ela não fazia por mal, claro que não.

Enquanto ela seguia sua crença, eu ia passear.

* Das muitas recordações que tenho de minha vó, gosto especialmente dessa parte, as visitas ao cemitério!!!! rsrsr

                                        Lúciah.

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